Como saber se meu filh@ tem TDAH?


O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um tema de interesse de pais e de profissionais de várias áreas, como médicos, educadores, psicólogos e psicopedagogos.

A tríade diagnóstica do TDAH é composta por: déficit da atenção, hiperatividade e impulsividade.

Os sintomas não se manifestam em conjunto obrigatoriamente, podendo haver o predomínio da desatenção (mais comum em meninas), da hiperatividade ou uma combinação de ambos, durante o período de desenvolvimento e maturação cerebral e mental.

Na faixa etária pediátrica algumas das manifestações características do TDAH são:

excesso de agitação e impulsividade: criança que geralmente perturba o ambiente escolar e doméstico. Esse grupo está associado a um risco maior de acidentes (tombos, queimaduras, etc.).
A criança é considerada “problemática” e acaba sendo isolada do grupo – não recebe convites para festas de aniversários ou para dormir na casa de colegas.

desatenção: crianças com dificuldade de completar as tarefas propostas, desorganizada e distraída. Têm prejuízo no desempenho escolar.

Na adolescência, observamos uma redução da hiperatividade motora. No entanto, alguns sintomas permanecem, como a dificuldade de organização e o planejamento; a dificuldade de manter a atenção na leitura; e a dificuldade de controlar os impulsos.

Os adolescentes portadores do TDAH habitualmente apresentam a autoestima muito baixa. Observa-se ainda que por conta da impulsividade excessiva, não é raro que  se envolvam em situações potencialmente perigosas. Isto inclui desde brigas, direção perigosa (de bicicleta, patinete) e esportes de risco, até o aumento da possibilidade do consumo e abuso de álcool e outras drogas.

Tratamento

É fundamental que seja feito um diagnóstico com qualidade, pois a partir daí será possível delinear um tratamento adequado para atenuar os efeitos do transtorno.

O acompanhamento psicopedagógico é importante, pois busca auxiliar atuando diretamente sobre a dificuldade escolar, minimizando a possível defasagem de conteúdos escolares e possibilitando condições para que novas aprendizagens ocorram.

Também faz parte do acompanhamento criar estratégias de enfrentamento – ou seja, buscar novas maneiras de fazer as coisas e as atividades de rotina familiar e escolar. Exercícios ativos sempre com supervisão e sono adequado são importantes para o controle da impulsividade. Diminuir e controlar o tempo utilizado em jogos de videogames também.

Alguns casos específicos podem e devem ser tratados com terapia farmacológica (Ritalina, Venvanse e Concerta são as drogas comumente prescritas), sempre com um seguimento médico adequado.

Dr. Eduardo Jorge Custódio da Silva, neuropediatra e um dos diretores da Clínica de Adolescentes

 
 
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